O amor não é um encontro com o outro é um encontro com si mesmo.
- eduverdelho
- 12 de fev.
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Atualizado: 13 de fev.

# O amor não é um encontro com o outro, é um encontro consigo mesmo
Desde criança, aprendemos a desenhar o amor como uma flecha que parte de um coração em direção a outro. Acreditamos que amar é encontrar alguém que nos complete, que preencha nossos vazios e que caminhe ao nosso lado por toda a vida. Mas, com o tempo, essa ideia romântica vai se desfazendo — não porque o amor seja uma ilusão, mas porque o compreendemos de forma equivocada.
Na verdade, o amor não é um encontro com o outro. É um encontro com a gente mesmo.
Quando amamos, não estamos apenas nos relacionando com uma pessoa. Estamos nos relacionando com nossas escolhas, nossas feridas, nossos medos, nossas expectativas e nossa capacidade de doação. O outro é o espelho onde enxergamos, muitas vezes pela primeira vez, quem realmente somos.
Você já percebeu como uma relação afetiva mexe com tudo o que está guardado dentro de você? Inseguranças que você achava que tinham ficado no passado ressurgem. Certezas se transformam em perguntas. Sentimentos que você não sabia que existiam vêm à tona. Isso não é um defeito do amor. É a sua mais poderosa função: revelar.
O amor nos convida a olhar para dentro. Ele escancara o que precisa ser curado, o que precisa ser dito, o que precisa ser transformado. Por isso, quando amamos de verdade, não estamos apenas nos entregando ao outro — estamos nos entregando a nós mesmos.
A solidão, muitas vezes vista como algo a ser evitado, se torna então um território sagrado. É nela que aprendemos a nos ouvir, a nos acolher, a nos tornar inteiros. Porque só podemos encontrar o outro de forma saudável quando não estamos buscando nele a nossa própria completude.
O amor maduro não é aquele que une duas metades, mas aquele que aproxima dois inteiros. Dois universos que se encontram não por carência, mas por escolha. E essa escolha só é possível quando nos conhecemos o suficiente para saber o que queremos, o que podemos oferecer e, principalmente, o que merecemos receber.
Portanto, se você está em busca de um grande amor, comece por você. Não se trata de egoísmo, mas de consciência. Trata-se de compreender que ninguém pode caminhar por você, nem preencher os espaços que só a sua presença é capaz de ocupar.
O amor não está lá fora, esperando ser encontrado. Ele já vive em você, aguardando ser reconhecido. E quando isso acontece, o encontro com o outro se torna apenas a celebração de um encontro que já aconteceu dentro de você.



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